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    No tronco frondoso de um jacarandá
    Na estrada onde o vento faz nuvem de pó
    Divide a distância o meu mundo e o dela
    Sozinha ela vive e eu vivo tão só.
    Os nossos dois nomes na hora do adeus
    Gravamos no tronco do jacarandá
    E desde esse dia não sabe onde estou
    E aquela que eu amo não sei onde está.

    Meu jacarandá, meu jacarandá,
    Meu mundo é tão triste do lado de cá.
    Será que ela está, será que ela está
    Por mim esperando do lado de lá?

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    A verde esperança morreu para nós
    No verde das folhas do jacarandá
    Refúgio nas tardes dos raios de sol,
    Morada do triste cantor sabiá.
    Talvez em seu tronco a casca cresceu
    Meu nome e o dela o tempo apagou,
    Talvez que a lua cansada da noite
    Desceu do espaço e ali cochilou.

    Talvez que haja espinhos cobrindo seu tronco
    E ninhos de aves por sobre os seus nós,
    Caindo dos galhos eu vejo o passado
    A se balançar em seus longos cipós.
    Meu jacarandá de raízes profundas
    Que arranca umidade do peito do chão
    Também minha mágoa arranca umidade
    Em forma de pranto do meu coração!

    Información de la canción

    Composición: Jose Fortuna y Sulino

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