Quando Eu Contar Até Três

Ostheobaldo

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    Vê se me dá licença to querendo passar
    Eu to perdendo a paciência, não adianta empurrar
    Ô rapá, chega pra lá, o que é que há?
    Vê se abre essa porta eu to querendo entrar

    Mas não me deixaram entrar e ainda me mandaram embora
    E eu fiquei chupando o dedo aqui do lado de fora
    Eu tentei entrar na escola estou aqui outra vez
    Vendendo qualquer coisa: Vai umzinho ai, freguês?

    Se eu pegar minha arma o que vai ser de você?
    (Mas eu não quero, não quero, não quero...")
    Se eu apertar o gatilho quando eu contar até três
    (Mas eu não quero, não quero, não quero...")

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    Depois não reclama se empurramos, as balas
    Aquela do revólver que guardamos na sua casa
    Coração segue batendo forte feito um tambor
    O tambor da minha arma acaba com a minha dor

    A dor de estômago de quem a muito tempo não come
    A luz vermelha do sinal, encosta mais uma madame
    Amendoim, bananada, uma jujuba, uma pastilha
    Um chiclete um chocolate qualquer coisa minha tia

    Se eu pegar minha arma o que vai ser de você?
    (Mas eu não quero, não quero, não quero...")
    Se eu apertar o gatilho quando eu contar até três
    (Mas eu não quero, não quero, não quero...")

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