Paço do Rosário

Oswaldo Montenegro

    Continúa después del anuncio

    Beira de rio, Paço do Rosário se avista ao longe
    As ruas tortas vão se desenhando pelo arraial

    Beira de rio, Paço do Rosário limitando a agreste
    Sua janela, sua velha doca de barrica e pau

    Água barrenta rolando sem pressa consumindo a terra
    O pôr-do-sol avermelhando Paço do Rosário

    Na velha igreja já são 6 da tarde o povo reza o terço
    Ave Maria, Mãe do Céu - cruz credo! Quem me mata é Deus...

    Continúa después del anuncio

    Murmúrio lento, como prece aflita, vai descendo o rio
    Acompanhando o dia que se vai buscando o anoitecer
    E anoitecendo, Paço do Rosário quase silencia
    A velha estátua caída na praça, mais um dia

    Velha rameira deixa a vela acesa por Virgem Maria
    Ave Maria, Mãe do Céu - cruz credo! Quem me mata é Deus...

    Num descampado vazio
    De obscuro intinerário
    Pousada a beira do rio
    Dorme Paço do Rosário

    Vive de sonho e promessa
    De um mercado portuário
    Do lava roupa e conversa
    Da lavoura e pecuária

    O povo inteiro se apega
    Aos pés do Santo Sacrário
    Se amarra ao terço e se perde
    Nos mistérios do rosário

    No dia-a-dia da lida
    Cada qual mais solitário
    Feito conversa comprida
    Da gaiola com o canário...

    Información de la canción

    Composición: Oswaldo Montenegro

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión