Cheguei no buteco
Como de costume depois do serviço pedi minha cerveja
Passou um conhecido na porta
Me olhou já fazendo careta
Quase que eu troquei a cerveja e o limão
Por sal grosso e água benta
Certeza que saiu falando oh lá esse doido bebendo de novo
Deve ter um pé de dinheiro ou bebe fiado, coitado do dono
Minhas conta tá tudo em dia, eu não tô devendo ninguém
E quem acha ruim eu, eu viver
Vem viver também
Eu não compro casa, não compro terreno, não compro fazenda
É só nas garrafa, nas long, nas lata que eu aplico minha renda
Eu invisto em memória
Isso ninguém me tira
Isso ninguém me rouba