Maracutaia
Papangu
Maracutaia destino selado
Quebraram o caboclo no meio sem ele notar
Sete marmanjos de pelo no rosto
Armaram pra ele o sete pedreiras
Virada no mato com sede de sangue
No ar pé descalço barulho era zero
Um homem morada de santo eles iam matar
Duro na queda rochedo de balas
De coração mole rajado de tiros
De pés calejados pintado de pólvora
Ele matou cada um até o sétimo errar
Ora Idelfonso nascera entre barco e rio
Apaixonou-se por ela Luzia de Heitor
Ele que só conhecera na vida calor
Ela que nunca nem soube o que era frio
Heitor, celeiro de morte
Chamou seus homens à praça
Lhes disse, Irmãos, é dia de sorte
Vi Idelfonso, rumo ao norte
Matem o índio depressa
Eita, Luzia era besta coisa alguma
Virou coruja e ouviu a coisa toda
Guardou todo teor da coisa escusa
Contou a seu amor
Idelfonso, por favor
Tu te cuidas, lindo meu
Tás marcado pra morrer
Baixe o santo, Pedra de Fogo
Sete Pedreiras, cai de joelho
Sete Pedreiras, cai de joelho
Sete Pedreiras, cai de joelho
Sete Pedreiras, cai de joelho
Sete Pedreiras, cai de joelho
Sete Pedreiras, cai de joelho
Sete Pedreiras, cai de joelho