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    O mundo me condena
    E ninguém tem pena
    Falando sempre mal do meu nome
    Deixando de saber
    Se eu vou morrer de sede
    Ou se vou morrer de fome

    Mas a filosofia
    Hoje me auxilia
    A viver indiferente assim
    Nesta prontidão sem fim
    Vou fingindo que sou rico
    Para ninguém zombar de mim

    Não me incomodo que você me diga
    Que a sociedade
    É minha inimiga
    Pois cantando neste mundo
    Vivo escravo do meu samba
    Muito embora vagabundo

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    Quanto a você da aristocracia
    Que tem dinheiro
    Mas não compra alegria
    Há de viver eternamente
    Sendo escrava desta gente
    Que cultiva hipocrisia

    O mundo me condena
    E ninguém tem pena
    Falando sempre mal do meu nome
    Deixando de saber
    Se eu vou morrer de sede
    Ou se vou morrer de fome

    Laraiá, raiá
    Lá, laraiá, raiá
    Lá, laraiá, raiá, lá
    Laraiá, raiá, lá

    Información de la canción

    Composición: Noel Rosa y Andre Filho

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