Pois É, Pra Que?

Paulinho Kokay

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    O automóvel corre, a lembrança morre
    O suor escorre e molha a calçada
    Há verdade na rua, há verdade no povo
    A mulher toda nua, mais nada de novo
    A revolta latente que ninguém vê
    E nem sabe se sente, pois é, pra quê?

    O imposto, a conta, o bazar barato
    O relógio aponta o momento exato
    Da morte incerta, a gravata enforca
    O sapato aperta, o país exporta
    E na minha porta, ninguém quer ver
    Uma sombra morta, pois é, pra quê?

    Que rapaz é esse, que estranho canto
    Seu rosto é santo, seu canto é tudo
    Saiu do nada, da dor fingida
    Desceu a estrada, subiu na vida
    A menina aflita ele não quer ver
    A guitarra excita, pois é, pra quê?

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    A fome, a doença, o esporte, a gincana
    A praia compensa o trabalho, a semana
    O chope, o cinema, o amor que atenua
    O tiro no peito, o sangue na rua
    A fome a doença, não sei mais porque
    Que noite, que lua, meu bem, prá quê ?

    O patrão sustenta o café, o almoço
    O jornal comenta, um rapaz tão moço
    O calor aumenta, a família cresce
    O cientista inventa uma flor que parece
    A razão mais segura pra ninguém saber
    De outra flor que tortura, pois é prá quê?

    No fim do mundo há um tesouro
    Quem for primeiro carrega o ouro
    A vida passa no meu cigarro
    Quem tem mais pressa que arranje um carro
    Prá andar ligeiro, sem ter porque
    Sem ter prá onde, pois é, prá quê?

    Información de la canción

    Composición: Sidney Miller

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