Ao Amigo André
Paulinho Tó
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Vem pra cá andar comigo
Vem que eu vou dizer quem é
Essa dama de vestido
Que te vende um cafuné
Com os olhos na carteira
Com a mão no teu culhão
Vai gemer a noite inteira, vai
O leite e o pão
No mundo do faz de conta
Se imagina o que se quer
Você faz que não atina
E ela finge que é mulher
Pode vir minha princesa
Não existe contramão
Vem, me traz, querendo mais
Teu coração
Ver nos olhos do assassino
Teu desejo mais leal
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Ver nas costas do menino
Escondido o teu punhal
Entre os braços do mendigo
Junto ao bêbado ladrão
Vou contar em quantos mais
Dura um cristão
Caberá no apartamento
O retrato do infeliz?
Quantas noites de tormento
Pensando na meretriz
Mastigando o teu juízo
Retorcido de paixão
Dói demais
Mas não lhe faz
Nem fum nem fon