Estrada da Mão Grande

Paulino Neves

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    O telecoteco me convidou
    Pr'eu tocar no seu boteco
    Fica na estrada da mão grande
    Lá mora um truta meu o véio dedo quieto
    Que me chegou todo "cheio de dedo"...
    Tremendo de medo: "'cê' vai no telecoteco!?
    Fica esperto que naquele boteco
    De vez em sempre 'sobra uns teco!'"

    Tamanha periculosidade
    Não vi em nenhum outro lugar
    Sou malandro da antiga
    Mas o frio na barriga
    Não pude evitar
    Uma "pá" de balas ensandecidas
    Perdidas querendo se achar
    Disseram que na estrada da mão grande
    Dedo duro e dedo mole sempre vão se esbarrar!
    Por uma questão de amor à vida
    Passagem só de ida é bom evitar
    Lá o capeta perdeu espaço
    Aparece no pedaço, mas só pra despachar!
    Traz um trezoitão embaixo do braço
    Embrulhado num chumaço pra desbaratinar
    Vê vagabundo aperta o passo de tanto cagaço que ele tem daquele lugar

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    O pior é que tá tudo certo
    No mês que vem eu volto lá
    No aniversário do caveira
    O cachê tá na carteira eu não posso pisar!
    Vou em respeito aos bambas
    Verdadeiro malandro não se abala
    Mas só posso ser acompanhado nesse samba
    Pelo grupo colete à prova de balas!

    Información de la canción

    Composición: Paulino Neves

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