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    Era um cerco bravo, era um palmeiral,
    Limite do escravo entre o bem e o mal
    Era a lei da coroa imperial
    Calmaria negra de pantanal
    Mas o vento vira e do vendaval
    Surge o vento bravo, o vento bravo

    Era argola, ferro, chibata e pau
    Era a morte, o medo, o rancor e o mal
    Era a lei da Coroa Imperial
    Calmaria negra de pantanal
    Mas o tempo muda e do temporal
    Surge o vento bravo, o vento bravo

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    Como um sangue novo
    Como um grito no ar
    Correnteza de rio
    Que não vai se acalmar
    Se acalmar

    Vento virador no clarão do mar
    Vem sem raça e cor, quem viver verá
    Vindo a viração vai se anunciar
    Na sua voragem, quem vai ficar
    Quando a palma verde se avermelhar
    É o vento bravo
    O vento bravo

    Como um sangue novo
    Como um grito no ar
    Correnteza de rio
    Que não vai se acalmar
    Que não vai se acalmar
    Que não vai se acalmar
    Que não vai se acalmar
    Que não vai se acalmar.

    Información de la canción

    Composición: Paulo César Pinheiro y Edú Lobo

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