Saudade não tem lugar

Pe. André Luna

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    Saudade não tem lugar no meu peito
    não tem razão, nem intento
    Dói, pois nasceu de dentro
    Morre também, pois renasce sempre.

    Traz o cheiro na lembrança boa.
    Colo, voz, abraço e beijo e alma.
    Quando se está perto, pede mais.
    Se está longe, então, ressente.

    Não tem dó da gente.
    Não avisa a hora.
    Vem e fica e mora.
    Vai embora quando diz

    Tira o chão se é demais
    Leva rezar o que virá
    Tão repleta de presença
    É na falta que enraíza.

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    Mesmo que se só, não há ninguém
    Que tenha sido amado, amou
    E ame e amará,
    Que não bebeu de sua água viva
    E não terá sede.

    Mesmo que se só, não há ninguém
    Que tenha sido amado, amou
    E ame e amará,
    Que não bebeu de sua água viva
    E não terá sede.

    Não tem dó da gente.
    Não avisa a hora.
    Vem e fica e mora.
    Vai embora quando diz

    Tira o chão se é demais
    Leva rezar o que virá
    Tão repleta de presença
    É na falta que enraíza.

    Mesmo que se só, não há ninguém
    Que tenha sido amado, amou
    E ame e amará,
    Que não bebeu de sua água viva
    E não terá sede.

    Mesmo que se só, não há ninguém
    Que tenha sido amado, amou
    E ame e amará,
    Que não bebeu de sua água viva
    E não terá sede.

    Não há ninguém
    Não há ninguém
    Que não tenha sede
    Que não tenha sede

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