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    Na estrada de chão batido
    Depois que passa a boiada
    Sinais de milhões de cascos
    Ficam na terra pisada

    Também no chão do meu peito
    Morada do coração
    Ficaram rastros de mágoa
    Na estrada da solidão

    Chão batido é terra dura
    Onde não nasce capim
    Hoje eu carrego um pedaço
    Deste chão dentro de mim

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    Planto esperança e não nasce
    Planto fé não dá raiz
    Só a lembrança é que brota
    Neste meu peito infeliz

    A boiada da esperança
    Há tempos já foi embora
    Só há chuva da saudade
    Dos meus olhos quando choram

    Molha o chão do meu destino
    Transformando em lamaçal
    Sou folha no chão da estrada
    Caída com o temporal

    Na estrada de chão batido
    Onde eu caminho tão só
    Vejo a flor abandonada
    Morrer coberta de pó

    Eu comparo a minha vida
    Com a vida dessa flor
    Morri no pó do abandono
    Ao perder meu grande amor

    Información de la canción

    Composición: Jose Fortuna y Carlos Cezar

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