manda chuva (PP sessions)

Pecaos

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    Lidar com síndromes, sem apresentar sintomas
    É se amarrar no arame e confundir aromas
    Eu não comemoro, nada me impressiona
    De dia sou Nero, de noite sou Roma

    Deito nas nuvens e observo minha cama
    Outro final de semana e a luz do Sol escapa
    Criamos escamas
    E elas não protegem nós quando trocamos farpas
    Por que usou as aspas?
    Essa propriedade toda tem quantas camadas?
    Pra caber a solidão quantos cômodos basta?
    Isso aqui é uma prisão, cadê nossas asas?
    Irmão, hora de tirar a máscara
    Leve como uma bola de neve, saca?
    Vai Sherlock, fala
    O que acontece com prego que se destaca?
    Ou pior, com ego que se destrata
    Se recompõe

    A vida não acontece como a gente sonha
    Também não se parece como a gente fala
    A regra é clara
    A gente se merece por isso se esbarra
    Às vezes penso nela, mas é na desbara
    Tipo, tá uma bagunça, só não repara
    Eu não esperava receber visita
    Cupido idiota, só nas hora errada

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    De volta ao poço
    Até ocê' virar dois S e eu saber que posso
    Vai ter torcicolo se vira o pescoço
    Olha pra minha cara e vê se eu me encosto

    Como vinho, com o tempo melhora, marco território
    No sapatinho, vou palmeando o solo
    Receio vem de onde não controlo, tudo é contato
    Por isso mirabolo no pulo do gato
    Vem de sopa e eu vou de garfo
    Não colaboro na sua gafe de gaiato, só medindo as trave
    Pra depois bota a bola onde a coruja dorme, tudo nos conforme
    Conforme a batida bate, os verso sobe

    Quem sofre, sofre
    Quem é você pra falar o que pode e o que não pode?
    Ainda tenta se encaixar no molde?
    Espremendo o limão onde não cicatriza o corte

    A sensação de encarar a morte, é a mesma de ir a Marte
    Ambas eu não sei e dessa dúvida fiz arte
    Não vá dormir com a sensação de que agora é tarde
    Quando realmente for, só vai restar saudade
    Só vai restar saudade
    Mas vamo lá, eu recomeço
    Bora, vamo

    Precisamos trocar a lâmpada
    Varrer os cantos, regar as plantas
    Bolar outro bazuca com o que restou das pontas
    Porque no fim das contas o que o futuro apronta o passado aduba e o presente é muda
    Não vai ser a mesma vista se fizer a curva
    Plantando semente onde só colocaram pulga
    Parei de mandar praga e comecei a mandar chuva

    Song details

    Composition: Pedro da Cunda Alonso

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