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    Trago comigo uma guitarra para a viagem
    na minha voz esta canção antiga
    tenho nos olhos mais do que a paisagem
    a memória e o sal da gente amiga

    não feneceu ainda em mim o velho sonho
    trago na ideia uma razão e um sentido
    que eu tenho o mar, o fundo mar, por testemunha
    e a esse mar que em mim navega tudo é devido

    e há qualquer coisa em tudo isto
    que eu não posso ou sei esconder
    e que faz com que vos cante esta canção
    é uma história um gesto antigo
    que eu nem sei como dizer
    Viriato tem mil anos de razão

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    É do verde e fresco Minho que eu vos falo
    e dessa calma alentejana que nos cala
    e é em casa junto ao rio Tejo que me embalo
    e é em Sagres que essa história mais nos fala

    lá nas Atlântidas perdidas de um sonho
    ou num velho cacilheiro que nos leva
    e há nas ancas das varinas no Porto, na ribeira,
    todo um mundo que nos lembra e que celebra

    e há qualquer coisa em tudo isto
    que eu não posso ou sei esconder
    e que faz com que vos cante esta canção
    é uma história um gesto antigo
    que eu nem sei como dizer
    Viriato tem mil anos de razão

    Información de la canción

    Composición: Pedro Barroso

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