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    Sozinho, o coração bate no ventre de quem conduz,

    Dando o primeiro sinal de quem quer ver a luz.

    O tempo passa, o som da batida reproduz

    Até que um belo dia, por volta das duas

    Um choro intermitente,

    Uma linda, meiga e saudável menina veio à luz.

    Durante dias, meses e anos, aos pais

    Sua juventude dedicou

    Em sua mente, alguns planos traçou.

    Entre eles somente um não concretizou

    Cresceu, trabalhou e nunca descansou

    Tal foi sua determinação

    Coragem, esforço e dedicação

    Que naquele pedaço de chão

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    Seu sacrifício não foi em vão

    Ainda que com tenra idade.

    Já tinha dono seu coração

    Efêmera foi a conquista, logo de coração vazio,

    Ao trabalho dedicou meses e anos a fio

    Mas para si quase nada sobrou.

    Enfim, de alma nova, seu desejo despertou.

    A um jovem sereno, a ele se entregou.

    Teu corpo virgem e moreno, logo modificou,

    Forte como veneno, teu prazer matou.

    Em êxtase como sonhou, nele em si se afagou

    Mas o caminho que traçou, seu destino modificou,

    Aos seus pés, desmoronou,

    Pois a quem tanto se apegou

    Pra outras plagas mudou

    Agora não pode estar vendo, quem tanto amou,

    No entanto, está se mantendo.

    A esperança que alimentou,

    De um dia estar vivendo com quem esperou,

    Porém, não está morrendo, se dele distanciou,

    Mas está querendo ter alguém que sempre gostou.

    Pelo que está havendo, seu coração modificou.

    Já não mais fica tremendo se a notícia se espalhou

    De que está se perdendo

    tudo aquilo que conquistou.

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    Composition: Pedro Dos Santos Barcelos

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