Barco de Papel

Pedro e Paulo

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    Meu grande amor, somos dois barcos tristes
    Que navegamos sempre em ondas fortes
    Porque seguimos rumos diferentes
    Um vai pro sul e o outro vai pro norte
    Pra onde vamos não existe porto
    Pro mar da vida somos clandestinos
    Dois condenados a morrer de amor
    Na tempestade do fatal destino

    Estou perdido e você também
    Estamos os dois a chorar de saudade
    Não adianta navegar pra longe
    Se está tão perto a felicidade
    Estamos presos pelo compromisso
    Que a própria honra obriga a cumprir
    Mas que os nossos corações desejam
    Os nossos lábios não podem pedir

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    Nas minhas noites de cruel revolta
    Sinto por dentro um coração que chora
    Mas, o relógio do tempo marcou
    O nosso encontro tão fora de hora
    Me vi perdido pelo mar da vida
    E enfrentando a onda cruel
    Jamais iremos alcançar o porto
    Porque o nosso barco é de papel

    Información de la canción

    Composición: Reinaldo Queiroz, Pandiá y Marlipe

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