Eu, o Baio e o Temporal

Pirisca Grecco

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    O enfurecer do vento
    A inquietação da bicharada
    A viração que levanta a poeirama da estrada
    Ao meu cavalo não diz nada

    A reclusão dos paisanos covardes com a vida atada
    O uivo da ventania
    A chuva vindo guasqueada
    Ao meu cavalo não diz nada

    Cruzo o campo buscando a paz
    Em meio a fúria louca dos temporais
    Emudecendo os rastros deixados pra traz
    Sigamos eu, o baio, a chuva, raio e nada mais

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    Com alma de nuvem clara
    Calma de água empoçada
    E ânsia de seguir o vento no dorso das invernadas
    Faço no tempo morada

    Feito um fantasma sem rumo
    Cortando a várzea encharcada
    Com descaso da enxurrada que leva a terra por nada
    Faço no tempo morada

    Cruzo o campo buscando a paz
    Nem que corta a pele o frio que nos castiga
    E o baio não nega um passo nem com água até o pescoço
    Cancha antiga
    Sangue moço

    Cruzo o campo buscando a paz
    E meio a fúria louca dos temporais
    Emudecendo os rastros deixados pra traz
    Sigamos eu, o baio, a chuva, raio e nada mais

    Información de la canción

    Composición: Pirisca Grecco, Tulio Urach y Tukano Neto

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