Sinto o cheiro no ar
Impregnado, há centenas de anos
Uma presença que me rodeia
Desesperado, a bota aperta meu pescoço
O desprezo da falta
A gana da vitória
Eu sou Ogum
Eu sou Angola
O suor da inchada
O sangue da espada
A dor do parto
Eu sou a sombra da noite
A faísca do martelo
A lágrima escorrida
O reflexo da sua podridão
Nascido no caos, habituado no inferno
Gespenst