Essa é uma história muito doida
Que me aconteceu
Ninguém me contou nada não
Fui eu mesmo que viveu
Madrugada, praia de Copacabana
Um disco voador desceu, gente boa!
E dentro dele, uma gatinha de tanga
Que me enlouqueceu!
Ana
E o nome dela era ana
Disse que tava sem grana
Por isso ela me deu
Ana
Uma garrafa de cana
Disse que era marciana
E depois desapareceu
Fiquemo a noite inteira
Se embriagando sem parar
Que boa vida!
Mas aí, de repente
A extraterrestre começou a me agarrar, gente boa!
Ela era meio verdinha
Mas mesmo assim botei pra quebrar!
Daí ela falou
-Piu piu, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem
Mas o dia tá amanhecendo e eu vou ter que sartar!
Mas logo agora que eu tô esquentando, por quê?
Teu pai tá te esperando?
Ana
E o nome dela era ana
Disse que tava sem grana
Por isso ela me deu
Ana
Uma garrafa de cana
Disse que era marciana, gente boa!
E depois desapareceu
E o tempo foi passando
E eu sei pra me lembrar
Grande ana, nunca mais vi
Aí um dia, de repente
A minha barriga começou a inchar
Sem parar, meu irmão!
Que loucura!
Fiquei bem apavorado
E fui procurar um amigo meu
Que é dentista
Aí ele falou
-Piu piu, não quero te assustar não
Mas vai correndo procurar um ginecologista!
Será, doutor, que eu tô grávido?
-Eu acho que tá!
Ana
E o nome dela era ana
Disse que tava sem grana
Por isso ela me deu
Ana
Uma garrafa de cana
Disse que era marciana, gente boa
E depois desapareceu
Pensei que era brincadeira
Mas de repente comecei
A sentir tonteira
E comecei a
E a minha barriga, gente boa
Continuava a inchar Sem parar!
Meio envergonhado
Fui procurar o tal doutor
E logo que ele me viu, ele falou
-Piu piu, relaxa e entra nesse quarto, malandro!
Que tu já tá entrando em trabalho de parto!
Eu vou ser mãe doutor?
-Eu acho que vai, e quem é o pai?
Ana
E o nome dela era ana
Disse que tava sem grana, gente boa
Por isso que ela me deu
Ana
Uma garrafa de cana, da boa
Disse que era marciana, gente boa
E depois desapareceu
Ana
E o nome dela era ana, gente boa
Disse que tava sem grana, a danada!
Por isso ela me deu
Ana
Uma garrafa de cana, e eu nem desconfiei!
Disse que era marciana, gente boa
E depois desapareceu
Oi, mamãe piu piu
Sai pra lá, moleque! Que sua mãe o quê!
Sou seu pai, fala baixo pra ninguém ouvir!
Para com isso, gente boa, para com isso!
Ô mamãe, eu quero mamar!
Cala a boca, moleque! Cala a boca
Mamar só quando tiver em casa! Aqui na rua não!
Ô mamãe piu piu
Que mamãe, o quê!
Tá precisando de carinho, mamãe?
Que situação que eu me meti, mermão?
Como é que eu vou sair dessa agora?
Que sufoco, malandragem!
Logo eu, piu piu de marapendi!