A Velha e a Moça

Poeta J Sousa

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    Quando eu vejo uma velha
    Não sinto nenhuma alegria
    Aí eu fico dizendo
    Ao povo da freguesia
    Se velha fosse gravata
    No meu pescoço não ia

    Quando vejo uma moça
    Bonita na minha frente
    Sinto prazeres e digo
    Ao povo do ambiente
    Se moça fosse cachaça
    Eu bebia diariamente

    Quando eu encontro uma velha
    Não pergunto nem seu nome
    Nem também quero saber
    Qual é seu sobrenome
    Se velha fosse alimento
    Eu morreria de fome

    Quando eu encontro uma moça
    A ela eu fico atento
    Se moça bonita fosse
    Um chiclete cem por cento
    Minha boca não parava
    De mascar nem um momento

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    A velha me faz querer
    Me meter no cadafalso
    E eu digo isso sem ter
    Nenhum pensamento falso
    Se velha fosse sapato
    Eu só andava descalço

    A moça faz eu sentir
    Um prazer muito exato
    Por isso eu digo ao povo
    Da rua e também do mato
    Se moça fosse a colher
    Eu queria ser o prato

    Pertinho de uma velha
    Eu me sinto agoniado
    Aí digo em alta voz
    Pra quem tiver do meu lado
    Se velha fosse uma roupa
    Eu só andava pelado

    Quando eu encontro uma moça
    Eu sinto muito prazer
    Aí abro a minha boca
    E começo a dizer
    Se a moça fosse um livro
    Eu não parava de ler

    A moça possui valor
    E a velha do mesmo jeito
    Abraço de velha eu quero
    Beijo de moça eu aceito
    Tanto a velha como a moça
    Merecem todo respeito

    Información de la canción

    Composición: Poeta J. Sousa

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