Quando o Ano É Bom de Chuva

Poeta J Sousa

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Quando o ano é bom de chuva
No meu nordeste querido
O sertão de ponta a ponta
Fica verde e florido
Não se transforma num céu
Mas fica bem parecido

A vegetação se cobre
De folha verde e flores
Dando sombra e abrigo
Aos pássaros cantadores
E também para as lindas
Borboletas multicores

A chuva molha a terra
Dando um basta na poeira
Os açudes cheios passam
Sangrando semana inteira
E os rios transbordando
De barreira a barreira

Num ano que chove bem
Muito bem o sertão fica
A mesa do sertanejo
Cheia de comida rica
Feijão-verde, milho assado
Bolo, pamonha e canjica

No ano bom de inverno
Ninguém ver tristeza não
As imagens que se vê
Em todo nosso sertão
São tão bonitas que enchem
De prazer nossa visão

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É gado gordo pastando
Nas pastagens do roçado
E passarinhos cantando
Na mata por todo lado
Deixando o nordestino
Cada vez mais animado

No nascente um torreão
De nuvens vai se formando
Com o relâmpago se abrindo
E o trovão rebombando
Daí a pouco cai chuva
Na terra tudo alagando

Bode, ovelha e outros bichos
Com frio tudo tremendo
E com a força do vento
As árvores tudo pendendo
E o roceiro a Deus
Pela chuva agradecendo

Não há cenário mais lindo
Do que o sertão chovido
Os açudes tudo cheio
O matagal bem florido
E nuvens de várias cores
Deixando o céu colorido

Os agricultores indo
Em procura do roçado
Vendo os caminhos da roça
Por mato verde tapado
Orando e dizendo assim
Oh meu Deus muito obrigado

E na época da colheita
Os agricultores vão
Trazer da roça pra casa
Milho, arroz e feijão
Melancia, gerimum
Batata-doce e melão

No inverno o agricultor
Sente o prazer de viver
Em vez de ir ao mercado
Comprar feijão pra comer
Ele leva é os produtos
Da roça para vender

Información de la canción

Composición: Poeta J. Sousa

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