Amar e Lutar

Porta do Mundo

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    Em silêncio, me pediram para ficar de pé e falar somente o trivial
    Negar o absurdo e achar tudo isso normal
    Olhar, sentir, cair
    Sim, sim, sim!

    Velhas e novas oligarquias dando golpe no Planalto Central
    Do sul ao norte, a dominação e a violência tira sangue dos povos indígenas
    Da classe trabalhadora, explora
    Nega sua história e bebe a sua memória no jornal nacional

    Poder aparentemente consolidado
    Circulando entre as mãos de dominadores brancos, sujos, atrofiados
    Não conhecem o amor

    Nossa luta!
    E a vitória deles, já tem anúncio de fim
    Com as forças da natureza, dos ventos dos céus, de nossos corpos
    Bocas e braços serão eles derrotados

    Amar e lutar
    Jamais temer
    Amar e lutar
    Para viver

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    O poder que devora nosso poder
    Não apagam as glórias
    Do nosso viver

    O poder que devora nosso poder
    Não apagam as glórias
    Do nosso viver

    Amar e lutar
    Jamais temer
    Amar e lutar
    Para viver

    O direito se esfola pra teu ter sem memória, vencer
    Meu eu sofrer, tremer, sobreviver
    Como um ter sem ser
    Aiê, aiê, aiê

    Fico sem voz ao caminhar na esplanada de concreto
    Encharcada de óleo de peroba
    Penteada a navalha da miséria, engasgada de soberba
    A dor que arranca gritos de dia, integra o simples ao complexo
    Porta do mundo em música, ritmo e verso
    Contra o devorador de verbos

    Passo a passo, uma história sem se perder!
    Caminhadas, memórias, eu e você

    Passo a passo, uma história sem se perder!
    Caminhadas, memórias, eu e você

    Amar e lutar
    Jamais temer
    Amar e lutar
    Para viver

    Amar e lutar
    Jamais temer
    Amar e lutar
    Para viver

    Song details

    Composition: Stenio Neves, Filipe Braga, and Rafa Energia

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