Uma, duas, três picas de uma vez
Parei de contar depois que passou de seis
Amo nenhum de vocês, já esqueci o que tu fez
Se existe algum recorde, agora eu passei
Os anos passaram, as coisas mudaram
Tem uma verdade que poucos aceita
Hoje o que você planta
Amanhã é o que aparece na minha colheita
O mundo tá injusto, sim
Por isso que você tem que ser ainda mais
O mundo vai te matar, sim
Por isso que antes disso, você tem que matar muito mais
O mundo tá injusto, sim
Por isso que você tem que ser ainda mais
O mundo vai te mamar, sim
Por isso que antes disso, você tem que mama– (pera, quê?)
Geral copia geral, geral copia todo mundo
Geral faz o mesmo conteúdo, e em geral
Todos vão lá pro fundo
Ninguém ama ninguém, ninguém ama todo mundo
Geral ama ninguém, e em geral, ninguém é tudo
Se alguém ama todo mundo, no final é sempre sacrificado
Se alguém odeia todo mundo, até hoje é vangloriado
Se hoje você me odeia, também não tá errado
Talvez o chifre que eu te botei ainda não tenha sarado
Se alguém ama todo mundo, é sacrificado
Se alguém odeia todo mundo, até hoje é vangloriado
Se hoje você me odeia, também não tá errado
Talvez ainda esteja doendo
Desde que te botei com um cintaralho