Colheita

Pure Hate

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    Hoje eu sonhei que estava com uma arma apontada para a sua cara e não podia recuar
    Logo pensei: Eu não posso ter remorso e se não finalizo ninguém vai me perdoar

    Realizei o desejo mais insano
    Municiei meu cano e atirei pra te matar
    A música do cão foi um berro bem na lata
    Espero que meu povo agora volte a sonhar

    Bastava um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Bastava um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Um tiro na cara

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    Quem planta esquecimento colhe violência
    Vê do que é capaz quem não tem o que comer
    O jogo tá virado
    Você foi escalado
    A fome virou ódio e alguém tem que morrer

    Barriga vazia é oficina do diabo
    É hora da cobrança
    E quem vai marcar o gol
    É o filho do Brasil
    Esquecido e explorado
    A semente da maldade que tu mesmo semeou

    Bastava um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Bastava um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Um tiro na cara

    Bastava um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Bastava um tiro na cara
    Um tiro na cara
    Um tiro na cara

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