O silêncio aqui dentro é ensurdecedor Andando em círculos, fugindo da dor Eu tento ser o mestre do meu amanhã Mas acordo preso em uma teia vilã As cinzas do que fui cobrem o chão Um labirinto feito pela própria mão Cada promessa que eu fiz, eu quebrei Cada caminho que eu mesmo tracei Me levou direto pra este lugar Onde o oxigênio parece acabar O espelho reflete o que eu quero esconder Mas não há mais fôlego pra me defender Eu não aguento mais essa guerra Entre o céu e o que me prende à terra! Minha voz se perde no temporal Gritando por algo que seja real! Deus, me salve de quem eu me tornei! Quebre as correntes que eu mesmo forjei Nas cinzas da queda, Te vejo brilhar Estenda Tua mão, venha me resgatar! O orgulho é uma cela de vidro e metal Onde o eu é o juiz e o réu é o mal As máscaras caem, não há onde esconder Só Tua luz pode me fazer reviver Não quero ser vítima da minha própria vontade Eu busco o Teu rosto, eu busco a verdade! Lava o meu ser! Apaga o meu querer! Das cinzas ao pó Eu não estou só! Tira o peso do meu peito! Faz em mim o que é perfeito! Me salve de mim, antes que o fim chegue aqui Eu me rendo ao Teu amor