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    Cola curta e sem tupete
    Arisco, sonando as venta
    Com cosca de corda e garra
    Por malino se sustenta

    Tem gana de caborteiro
    E cismas de melindroso
    Troca orelha desconfiado
    E agita o fleco do toso
    Troca orelha desconfiado
    E agita o fleco do toso

    Em cada festa que chega
    Desperta apreço e receio
    Requintando azar ou sorte
    Nalgum chapéu de sorteio

    E o teu nome ganha fama
    Quando um narrador confronta
    As topadas mais machazas
    Que a tua história reponta
    As topadas mais machazas
    Que a tua história reponta

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    No palanque, a tua estampa
    Destapa força e imponência
    E quando sai corcoveando
    Simboliza esta querência

    De cada índio ginete
    Que já sentou no teu lombo
    Sabe do peso da espora
    Ou do estouro dum tombo
    Sabe do peso da espora
    Ou do estouro dum tombo

    Falado nos entreveros
    E em tardes de gauchada
    Se destaca entre os veiacos
    Nos campos de gineteada

    Pra viver pelas tropilhas
    Teve o destino traçado
    Pois não nasceu pra ser manso
    Nasceu pra ser Aporreado

    Pois não nasceu pra ser manso
    Nasceu pra ser Aporreado
    Pois não nasceu pra ser manso
    Nasceu pra ser Aporreado

    Song details

    Composition: Rogerio Villagran

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