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    Faz tempo e não é de agora
    Me aquerenciei e achei poso
    No abraço pegajoso
    Dessa caixinha sonora

    Tanto que quem vê de fora
    Se não te enxerga por perto
    Enxerga todo deserto deixado pela erosão
    Da tua ausência no chão
    Do meu peito descoberto

    Quando um calor de mormaço
    Em tempos de chuva escassa
    Pegue a escorrer dessas alças
    Te encontro ao meu par de braço

    Sapeco um xote no encalço
    Dum vaneirão pra um bugio
    E com o próprio vento frio
    Vindo do fole acalanto
    E refrigera o meu canto
    Recheado a grito e assobio

    A cordeona, quando berras
    Grosso, fazendo escarcéu
    Acende estrelas no céu
    E planta flores na terra

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    A cordeona, abre encerras
    Tramelas e fechaduras
    Somente essa postura
    Garantirá horizonte
    De baixo e botão aos montes
    Para as gerações futuras

    Mesmo que a sonoridade
    Animais de mato e campo
    Nos remetam ao descambo
    Devido a autenticidade

    Jamais ouvi liberdade
    Jamais ouvi valentia
    Destemor e rebeldia
    E nem nada assim tão bronco
    Tosco e bruto, quanto ronco
    Macho, dessa baixaria

    E se um dia lá na frente
    Tudo que nos é sagrado
    Hoje a caliço plantado
    Sem aviso de repente
    Tu cordeona como sempre
    Foi afinal de contas
    Faz sinuelo
    Puxa ponta
    Desenha rumos e nortes
    Pra que renasça
    O que é nosso
    E custa tanto

    A cordeona, quando berras
    Grosso fazendo escarcéu
    Acende estrelas no céu
    E planta flores na terra

    A cordeona, abre encerras
    Tramelas e fechaduras
    Somente essa postura
    Garantirá horizonte

    De baixo e botão aos montes
    Para a gerações futuras

    Song details

    Composition: Rafael Machado and Kiko Goulart

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