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    Lacei um touro brazino
    Num tordilho redomão
    Que se arrastou corcoveando
    Não pude livrá o tirão

    Me fui longe, gineteando
    Tirando algum sestro e balda
    E o matreiro foi pra o campo
    Com o meu laço a meia espalda

    Lembrei dum amor que eu tinha
    Indo um pra cada lado
    Vi o laço que nos prendia
    Na presilha, rebentado

    Senti saudade da trança
    Daqueles lindos cabelos
    Que me traziam na cincha
    Sem precisar de sinuelo

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    Senti saudade da trança
    Daqueles lindos cabelos

    Já fui matreiro e sem doma
    Rebentador de presilha
    De não parar no rodeio
    E nem formar com a tropilha

    Mas a gente se costeia
    Um dia froxa o garrão
    Vem lamber o sal mais doce
    Do cocho do coração

    E se um dia eu for guasqueiro
    Do couro desse brazino
    Vou trançar um laço forte
    Pra arrematá o meu destino

    Quem sabe ela me perdoe
    E faça eu virar de frente
    E as braças do nosso amor
    Nenhum tirão arrebente

    Quem sabe ela me perdoe
    E faça eu virar de frente

    Song details

    Composition: Rogerio Villagran and Emerson Goulart

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