Peão do Posto do Meio

Quarteto Coração de Potro

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    Na volta do corredor
    Tem um ranchinho barreado
    Quinchado que é um primor
    Com Santa Fé do banhado
    Nele mora um beija-flor
    Do biquinho colorado
    Que eu chamo de meu amor
    Quando cruzo apaixonado

    Sou um peão do posto do meio
    Este é o meu ramo de vida
    De cima dos meus arreios
    Não tem topada perdida
    Levanto o pingo no freio
    E a volta mais encardida
    Por ter clarim meu clareio
    Fazendo encordoar a lida

    Vivo nos galpões de estância
    Destapando madrugadas
    Escutando a consonância
    Dos rumores da alvorada
    Que traz com o Sol a elegância
    Do mensual de espora atada
    Conhecedor da importância
    Da cincha bem apertada

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    O laço que ato nos tentos
    De trança, parelha e forte
    A favor ou contra o vento
    Tem sempre destino e norte
    E pra não dar casamento
    Só muita falta de sorte
    Pois na ilhapa tem sustento
    Pra bicho de qualquer porte

    Tenho um cavalo tordilho
    Cruza de Pershe e mestiço
    Que eu confio quando encilho
    Pra um passeio ou pra um serviço
    No apertar do gatilho
    Sai junto do que eu cobiço
    Me trazendo no lombilho
    Sempre atento ao compromisso

    E o meu chapéu que requinto
    Tapeado à moda fronteira
    Se abaguala no recinto
    Dum serviço de mangueira
    Este é o quadro que pinto
    Com mescla de pelo e poeira
    Remoldurado no instinto
    Da nossa essência campeira

    Mas quando a Lua desponta
    No céu deste meu rincão
    Uma saudade reponta
    As penas do coração
    Feito um sinuelo que aponta
    As queixas da solidão
    Que um taura em segredo conta
    Pra uma gaita de botão

    Información de la canción

    Composición: Rogerio Villagran

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