Guitarreiro e Domador

Quarteto Pampa

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    Buçal de doze, laço, maneia de trava
    Um basto quatro cabeça' com o selo Paysandú
    Pelego preto, cincha forte e rédea chata
    E o destino que se ata num bocal de couro crú

    Tropilha buena, tudo xucro de laçar
    Pro paisano acostumar c'o a lida bruta e as garras
    Golpe de potro que, pra o lombo, são foreios
    Depois, me apeio pra um costeio de guitarra

    No dia-a-dia, sem receio, eu alço a perna
    Quem me governa, me protege e me abençoa
    O resto, eu levo na coragem e na garganta
    E a espora canta quando a potrada encordoa

    Sou guitarreiro, sou domador
    Sou domador e guitarreiro, sim senhor
    Sou guitarreiro, sou domador
    Sou domador e guitarreiro, sim senhor

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    A sorte, amigo, é a gente mesmo que faz
    Se for capaz, que um maula me prove o gosto
    Se queda manso no golpeio do serviço
    Meu compromisso, trago nas rugas do rosto

    Um céu pampeano e o largo das sesmarias
    E a pulperia pra o trago pelos domingos
    Sou da fronteira, guitarreiro e domador
    E o meu valor anda na boca dos pingos

    Faço cavalo desde quando me conheço
    E já amanheço enforquilhado campo afora
    Vida que prezo enquanto eu tiver tenência
    Canto a querência na guitarra e nas esporas

    Sou guitarreiro, sou domador
    Sou domador e guitarreiro, sim senhor
    Sou guitarreiro, sou domador
    Sou domador e guitarreiro, sim senhor

    Sou guitarreiro, sou domador
    Sou domador e guitarreiro, sim senhor
    Sou guitarreiro, sou domador
    Sou domador e guitarreiro, sim senhor

    Información de la canción

    Composición: Anomar Danubio Machado Vieira y Ricardo Martins

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