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    Para cima, como alados deuses, feito anjos
    Como é a sina do voador
    Para baixo, para longe do céu, cai o planador
    Quando ninguém mais sente a seta e sua dor
    Quando tudo está tão distante na imensidão
    Faz correr o sangue na têmpora
    Faz querer alçar voo
    E a sombra do passado derreter no chão

    Para cima vamos todos, condenados
    Prontos, a abrir a porta dessa prisão
    Para baixo vão os mesmos heróis, sobe o seu vilão
    Abre-se o inferno no céu justo da razão
    Mancha na brancura, o medo da escuridão
    O que será de quem fez do espelho seu mar sem fim?
    Quantas asas serão quebradas no espaço do amor e em mim?

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    Se é pra ouvir as batidas do coração
    Que seja no amanhecer!
    É um ziguezague, sim!
    O destino é princípio e fim
    O desenho vem da tua mão
    Para cima ou para baixo vão
    Vão as asas do viver

    Song details

    Composition: Luiz Claudio Ribeiro and José Renato Fressato

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