Devaneios

Quasemudo

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    De devaneios
    Já tô de saco cheio
    Perdendo o meu tempo
    Com o que eu não quero fazer
    Ser educado
    Com um sorriso largo
    E uma bela frase pronta
    Que eu acabei de aprender
    A mesma roupa
    O mesmo Cabelo
    Te dou futilidade
    E você da o seu dinheiro
    Pra nossa mesa ficar bem farta
    Doces, refrigerante e comida congelada
    Diga a verdade
    Ou conte uma mentira
    Que traduza essa saudade
    E liberdade
    é só disfarçe
    Quando se tem um preço
    Pela tal dignidade
    Então vai
    Alimente o ego
    Alisa o cabelo
    Atrofie o cérebro
    Faz foto do espelho
    Vamos consumir
    Vai te consumir
    Vai te consumir
    Então vai

    E o que restou
    Um refrão sem graça
    Como tudo passa
    Somos o que sobrou
    Da juventude fraca
    Que não lutou por nada

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    Você está cansado de ver
    Que não muda nada
    Por que então não muda você
    Outra jogada
    Sei que quem despeja saber
    Não sabe nada
    Mas quando se quer conhecer
    É longa estrada
    Vive de aparências
    Só que a consequência
    É viver sozinho
    A beira da demência
    Rompa a fronteira
    Ame quem te odeia
    De tudo que é concreto
    Só sei que sou poeira
    E eu que queria gritar
    Hoje sussurro
    Ando de encontro a você
    Futuro

    E o que restou
    Um refrão sem graça
    Como tudo passa
    Somos o que sobrou
    Da juventude fraca
    Que não lutou por nada

    Información de la canción

    Composición: Raphael Carvalho y Daniel Moreno

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