O Rei Negro do Picadeiro

Quinho

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    Olha nós aí de novo
    Pra sambar no picadeiro
    Arma o circo, chama o povo, Salgueiro!
    Aqui o negro não sai de cartaz
    Se entregar, jamais!

    Na corda bamba da vida me criei
    Mas qual o negro não sonhou com liberdade?
    Tantas vezes perdido, me encontrei
    Do meu trapézio saltei num voo pra felicidade
    Quando num breque, mambembe moleque

    Beijo o picadeiro da ilusão
    Um novo norte, lançado à sorte
    Na companhia do luar
    Feito sambista
    Alma de artista que vai onde o povo está

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    E vou estar com o peito repleto de amor
    Eis a lição desse nobre palhaço
    Quando cair, no talento, saber levantar
    Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar

    O rosto retinto exposto
    Reflete no espelho
    Na cara da gente um nariz vermelho
    Num circo sem lona, sem rumo, sem par
    Mas se todo show tem que continuar (bravo)

    Bravo
    Há esperança entre sinais e trampolins
    E a certeza que milhões de Benjamins
    Estão no palco sob as luzes da ribalta
    Salta, menino
    A luta me fez majestade
    Na pele, o tom da coragem
    Pro que está por vir
    Sorrir é resistir!

    Información de la canción

    Composición: Fred Camacho, Marcelo Motta, Ricardo Neves, Guinga Do Salgueiro, Getulio Coelho y Francisco Aquino

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