Diário De Um Não

Quinta do Bill

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    Chamam-me miúdo, mas nunca pelo nome
    tenho doze anos, uma vida em solidão
    que se abre p'ra contar, o grito que vos passo
    a história de um puto, o diário de um não

    À escola eu nunca fui, não era preciso
    disse-me o meu pai, assim sem mais nem menos:
    "Oh filho tu não vês, que pobre tu nasceste
    a vida está lá fora, proibida para ti"

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    Cedo me fiz homem, na força do trabalho
    pago dia-a-dia a minha liberdade
    os anos passam lentos, sem notar em mim
    tudo é vaidade neste mundo vão

    Hoje enfim eu durmo, a fingir o sono
    meus olhos de vidro, sempre bem abertos
    é tão triste ser actor, do meu filme mudo
    e afinal nada pedi, só queria ser menino

    Información de la canción

    Composición: João Portela

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