Poética

Raco

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    Agora é do atrito entre os pés e o chão
    Que eu tiro a minha música
    Mas é do atrito de pés dançando
    Coreografias que não desencadeiam
    Primaveras nem precedem a chuva

    Eu já dormi e acordei muitas vezes
    Não posso me embriagar só de pão, peixes
    Boas colheitas e flores recém-colhidas
    Sobre a mesa posta

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    Quero o veneno que a manhã verte
    Nos olhos do cego
    O vermelho encarnado
    Que não atrai touros
    Nem paralisa automóveis
    Quero um misto de voo e queda
    O fôlego morto de uma dança
    Que sobreviva à música

    Información de la canción

    Composición: Bethoven, Marco Antônio Machado y Marcus Groza

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