Capim Guiné

Rafael Bittencourt

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    Plantei um sitio no sertão de Piritiba
    Dois de pés de guataíba, cajú, manga e cajá
    Peguei na enxada como pega um catingueiro
    Fiz aceiro botei fogo, vá ver como é que tá
    Tem abacate, genipapo, bananeira
    Milho verde, macaxeira, como diz no Ceará
    Cebola, coentro, andú, feijão de corda
    Vinte porco na engorda, inté gado no currá
    Com muita raça fiz tudo aqui sózinho
    Nem um pé de passarinho veio a terra semeá
    Agora veja, cumpadi a safadeza
    Começou a marvadeza, todo bicho vem prá cá
    Num planto capim-guiné
    Prá boi abaná rabo

    Eu tô virado no Diabo, eu tô retado cum você
    Tá vendo tudo e fica aí parado
    Com cara de veado que viu caxinguelê
    Sussuarana só fez perversidade
    Pardal foi prá cidade
    Piruá minha saqué, qué, qué
    Dona raposa só vive na mardade
    Me faça a caridade, se vire dê no pé
    Sagui trepado no pé da goiabeira
    Sariguê na macacheira, tem inté tamanduá
    Minhas galinha já não ficam mais paradas
    E o galo de madrugada tem medo de cantar
    Num planto capim-guiné
    Pra boi abaná rabo

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    Eu tô virado no Diabo, eu tô retado cum você
    Tá vendo tudo e fica aí parado
    Com cara de veado que viu caxinguelê
    Num planto capim-guiné
    Pra boi abaná rabo
    Tô virado do Diabo, eu tô retado cum você
    Tá vendo tudo e fica aí parado
    Com cara de veado que viu caxinguelê
    Num planto capim-guiné
    Pra boi abaná rabo

    Eu tô virado no Diabo
    Eu tô é, eu tô é retado cum você (Hum acuma?)
    Tá vendo tudo e fica aí parado
    Com cara de viado homi, que viu caxinguelê
    Acumá? Acuma é?
    Don d'hoje ele chega meu nego
    Oxenti
    A piritiba, uma saudade arretada

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