O Tempo É Uma Prisão

Rafael Dutra

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    Tempo que não dá sossego
    Carrega o ponteiro um tic-tac surdo
    Tempo que não tolera atraso
    Nega o próprio prazo
    Intento ao absurdo

    Tempo que nos orienta
    Alimenta tudo que ostenta a máquina
    Tempo que nos aprisiona
    E nos abandona no espaço que se cria

    Espaço-tempo, esparso vento
    Leva rente ao peito o sopro que lhe criou

    Continúa después del anuncio

    Tempo, não venha reclamar ou me dizer
    Como andar, quando correr
    Nunca deixe de passar sem pressa
    Seguindo o mar

    Tempo que em devaneios
    Corre em desespero rumo ao nada
    O homem engarrafou as horas
    Pra se conformar com seu finito ser

    Tempo duro como as brasas
    Que agora, apagadas, não produzem mais luz
    Tempo que carrega as chagas
    Traz consigo as pragas e a tudo conduz

    Há tempos que ninguém se acha
    E o tempo despacha tudo rumo ao amanhã
    Tempo que esconde a noite
    Pra poder aparecer o brilho da manhã

    Información de la canción

    Composición: Rafael Dutra

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