Am E7 É mais antigo que as histórias desta terraAm Cenário de tantas guerras que ostentaram ideaisE7 Para a pecuária sempre foi o pão na mesaAm Pros campeiros a certeza de se trabalhar em pazG7 C Hoje envenenam e vos viram sua terraE7 Am E aos poucos se encerra o que antes era pereneG7 C E os pequenos produtores que o enterramE7 Am Ano a ano se lamentam pela safra que não rendeF E7 E pouco a pouco ele se vaiF Depois de morto não adianta ir atrásE7 Ele é nativo, é crioulo dessa terraAm Cerros, coxilhas, banhadaisF E7 E o que esse povo não entendeF Campo Nativo no inverno se defendeE7 Pois necessita de um descanso merecidoAm Sem soja e pinus no lugarE7 Campo Sulino guardião de fauna e floraAm E do trator que te atora espantando o gado de pertoE7 É o próprio homem exaurindo à força brutaAm Uma terra que reluta pra não se tornar desertoG7 C Este cantar não é de tempos de outroraE7 Am Fala de hoje, de agora, de um cenário ainda existenteG7 C Não é um apelo mas apenas um alertaE7 Am Que cada dia desperta uma paisagem diferente
Campo Nativo
Rafael Pueta
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