Negrinho Parafuso

Rafael Viola

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    Existe uma velha casa perto da linha Fepasa antiga Sorocabana
    Lembrança que ainda resta de quem foi o rei das festas das noites interioranas

    Era ele um trovador renomado cantador de versos improvisados
    Por esse interior afora muita gente ainda chora o Parafuso afamado

    Vivia aquele negrinho rodeado de carinho todos lhe queriam bem
    Quando o povo lhe cercava Parafuso não negava um sorriso pra ninguém

    No lugar que ele cantava o povão aglomerava para ouvir seu repente
    Além de bom repentista era também humorista divertia toda gente

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    Na cidade ou na fazenda onde houvesse uma contenda era sempre convidado
    Das pousadas do Divino velhos moços e meninos amanheciam acordados

    Tietê, Capivarí, Sorocaba, Tatuí, Laranjal, Botucatu
    Em qualquer localidade era ele na verdade o Pelé do Cururu

    Depois de tantas viagens tantas noites na friagem Parafuso adoeceu
    Nem mesmo estando doente ele cantava contente e nunca se retrocedeu

    Mais um dia eu me lembro naquele dois de Dezembro a sua hora chegou
    A região toda chorava quando o rádio anunciava a morte do cantador

    Naquela tarde chuvosa uma multidão chorosa cabisbaixa e contristada
    Carregava seu artista o maior dos repentistas para derradeira morada

    No mundo tudo se acaba a linda Piracicaba perdeu mais um trovador
    O negrinho idolatrado que também foi convocado para seleção do Senhor

    Información de la canción

    Composición: Tião Carreiro y Nho Chico

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