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    Ou te amo até doer
    Ou finjo que nunca existiu
    Sou sempre o fim ou o começo
    Nunca o meio sutil

    Quando é pra sentir, eu mergulho
    Sem medo, sem boia, sem chão
    Mas quando afundo, aprendo
    Que o fundo também é prisão

    Dizem que o equilíbrio é sabedoria
    Mas pra mim, parece ausência
    Ou eu transbordo
    Ou viro silêncio

    Sou oito ou oitenta
    Nunca fui morna
    Me queimo ou congelo
    Mas nunca sou norma
    Sou tudo ou nada
    Nunca sou metade
    Vivo entre extremos
    Disfarçados de verdade

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    Te amo como quem corre no escuro
    Achando que o fogo é farol
    Mas o que me guia é o impulso
    Mesmo quando me cega o Sol

    Eu não sei dosar a entrega
    Nem racionar o sentir
    Sou erro em loop
    Mas é o erro que me faz existir

    Dizem que é medo disfarçado
    Eu chamo de intensidade
    Prefiro o caos vivo
    À calma falsidade

    Sou oito ou oitenta
    Nunca fui morna
    Me queimo ou congelo
    Mas nunca sou norma
    Sou tudo ou nada
    Nunca sou metade
    Vivo entre extremos
    Disfarçados de verdade

    Talvez eu só queira ser lembrada
    Mesmo que pelo excesso
    Ser chama, ser sombra
    Mas nunca só resto

    Sou oito ou oitenta
    E no meio me perco
    O amor, em mim
    Nunca foi verbo neutro
    Sou oito ou oitenta
    Metade cura, metade veneno
    E tudo o que toco
    Vira extremo

    Información de la canción

    Composición: Rafaela Rodrigues

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