Vaneira Beiçuda

Raone

    Continues after the ad

    Quando eu abro essa cordeona, num fandango de galpão
    Nessa vaneira chorona, faço entupi o salão
    Já se forma o entrevero, só não dança quem não qué
    Parece até um fomiguero, quando se dá um pontapé

    E a cordeona goeluda, continua nesse tranco
    Nessa vaneira beiçuda, de saltá xiru do banco

    Esses meus dedos ponteiam, e fazem berrá botão
    Eu vou metendo floreio, entre a poeira e o clarão
    De vez em quando uma dona, me alcança um bilhetinho
    É um pedido de uma marca, que eu atendo com carinho

    Continues after the ad

    E assim eu vô metendo, uma de atraz da outra
    To falando é das vaneira, dessas bem crua da boca
    E o povo vai deslizando, igual sabugo em corredeira
    Quem dança pouco no meio, e os dançador só pelas beira

    Ouço uma velha falando, menina não te apaixona
    Por que este gaiteiro taita, é amaziado com a cordeona
    Mas eu faço que não vejo, e continuo enticando
    Pisco o olho e atiro beijo, pra aquelas que tão me olhando

    E assim clareia o dia, e o surungo se findando
    Eu de olho nas guria, e os pais delas me cuidando
    Chega até saltá faísca, dos zóinho me piscando
    E na hora da despedida, chegam até saí chorando

    Song details

    Composition: Luiz Neiro, Ivanor Wildner, and Raone

    Did you see an error?

    Enviar revisão