Chão de Estrelas

Raphael Rabello

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    Minha vida era um palco iluminado
    Eu vivia vestido de dourado
    Palhaço das perdidas ilusões
    Cheio dos guizos falsos da alegria
    Andei cantando a minha fantasia
    Entre as palmas febris dos corações
    Meu barracão no morro do salgueiro
    Tinha o cantar alegre de um viveiro
    Foste a sonoridade que acabou

    E hoje, quando do sol, a claridade
    Forra o meu barracão, sinto saudade
    Da mulher pomba-rola que voou
    Nossas roupas comuns dependuradas
    Na corda, qual bandeiras agitadas
    Pareciam estranho festival!
    Festa dos nossos trapos coloridos
    A mostrar que nos morros mal vestidos
    É sempre feriado nacional

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    A porta do barraco era sem trinco
    Mas a lua, furando o nosso zinco
    Salpicava de estrelas nosso chão
    Tu pisavas os astros, distraída,
    Sem saber que a ventura desta vida
    É a cabrocha, o luar e o violão

    Información de la canción

    Composición: Silvio Caldas y Orestes Barbosa

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