Sons de Carrilhões

Raphael Rabello

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    Se for chorar mais uma vez
    Respire o azul, olhe pro mar
    Feche os seus olhos, conte: Um, dois, três
    Escute os sons dos carrilhões
    Desesperar não há porque
    Há vento em outras direções
    E quando o tempo não ajudar e a tempestade atormentar
    Outro farol fará sinais de luz

    É que a saudade faz assim
    E o remédio é tentar esquecer
    Dar uma volta à brisa leve e assistir ao entardecer
    Ver outro dia o sol nascendo
    É que o tempo faz assim
    Vai desviar o teu olhar da dor
    Enquanto não houver sossego de outra flor
    No coração pra ver que o velho espinho já secou

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    Sei que a solidão é ruim
    Crava raiz em cada mal de amor
    E se tortura e se pragueja e não se cura
    Se não lhe ocupam o vazio de tanta dor
    Mas um novo amor enfim
    Remenda o trapo do amor que rasgou
    Juntando os cacos e os retalhos de outros tempos novas velas pra alcançar um novo arpoador

    Información de la canción

    Composición: João Pernambuco y Eduardo Vieira da Cunha Ferraz

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