Num Fim de Seca

Raúl Quiroga

    Continúa después del anuncio

    Um aguaceiro galopeado pega o tranco
    O gado berra num murmurio de saudade
    Se alonga a tarde e corre água pra o açude
    Matando a sede das vertentes destes campos

    Se foi embora a seca braba do verão
    Rebrota o pago, volta o verde na invernada
    A cavalhada, em disparada, no varzedo,
    Espanta medos que habitavam o galpão

    A chuva cae e vai correndo pro banhado,
    Pingos tosados junto a boca da porteira,
    Guri campeiro num grito de recolhida,
    Que buena vida numa estância de fronteira.

    Continúa después del anuncio

    Potrada e gado batem casco pra o rodeio
    E o aguaceiro desce o morro da invernada
    Guri taludo debaixo da capa negra
    Chamando tropa no lombo de uma gateada.

    Se foi embora a seca sem deixar saudade
    Final de tarde por reponte de garoa
    A chuva trança um gosto de mate lavado
    Revive o pago vejam só que coisa boa.

    Información de la canción

    Composición: Raul Quiroga y Luis Felipe Araujo

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión