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    O guri, de olhos risonhos,
    E o mocito, ainda sem vícios,
    Acalentam mil e um sonhos
    Por inúmeros ofícios:

    Sonho de ser domador -
    Domar os donos da vida;
    Sonho de ser semeador -
    Semear as terras perdidas;
    Ser ferreiro, ser doutor -
    Pra dobrar o mal e o cobre;
    Padeiro, minerador -
    Pra dar pão e ouro ao pobre...

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    O homem feito vê, tristonho,
    Que os sonhos não podem ser,
    Mas que somente nos sonhos
    Há razão pra se viver.

    Sonho de ser professor;
    Carpinteiro; advogado -
    Dar a todos, com amor,
    Saber, lar, jus respeitado;
    Sonho até de ser palhaço -
    Pra ver o mundo feliz;
    Lenhador, machado de aço -
    Cortar do mal a raiz.

    O homem feito vê, tristonho,
    Que os sonhos não podem ser,
    Mas que somente nos sonhos
    Há razão pra se viver.

    Información de la canción

    Composición: Raul Quiroga y Luis Jesus Aguiar

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