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    (Vancês eu sei já conhece
    O veneno que as cobra têm
    Pois elas quando dá o bote
    Balança o guizo também

    A cascavé traiçoeira
    Quando ela qué se vingá
    Balança o guizo contente
    Na hora dela pegá

    A urutú é perigosa
    De ruim não se manifesta
    É cobra tão venenosa
    Que traz uma cruz na testa

    Jaracuçu, Deus nos livre
    Quando ela chega a picá
    Deixa o siná dos seus dente
    E a cicatriz no lugá

    Mas eu vos digo a verdade
    De cobra eu já fui picado
    De cascavé e caninana
    Urutú, esse marvado

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    De todas já me livrei
    Desse veneno amargura
    Mas tenho contra-veneno
    Por isso tudo se cura

    Mas tem uma cobra no mato
    Cabocla lá do sertão
    Que traz o veneno nos zóio
    E ataca no coração

    Dessa uma vez fui picado
    Um dia, só por mardade
    E hoje trago o veneno
    Na cicatriz da saudade)

    Tá pra fazê três semana
    Que eu deixei o meu sertão
    Por um veneno dos olhos
    Que trago no coração

    Uma cabocla do mato
    Essa cabocla cruel
    Tem mais veneno que as cobra
    Jaracuçú, cascavel

    Essa cobra venenosa
    Que muito mal tem me feito
    Uma picada me deu
    Que ainda sinto no peito

    Já curei todos os venenos
    De cobra mais perigosa
    Essa cabocla que existe
    É a cobra mais venenosa

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    Composition: Raul Torres and João Pacífico

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