Assum Preto / Retirantes

Renato Braz

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    Tudo em vorta é só beleza
    Sol de Abril e a mata em frô
    Mas Assum Preto, cego dos óio
    Num vendo a luz, ai, canta de dor
    Mas Assum Preto, cego dos óio
    Num vendo a luz, ai, canta de dor

    Tarvez por ignorança
    Ou mardade das pió
    Furaro os óio do Assum Preto
    Pra ele assim, ai, cantá mió
    Furaro os óio do Assum Preto
    Pra ele assim, ai, cantá mió

    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê
    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê

    Meu amor, eu vou-me embora, nessa terra vou viver
    Um dia não vou mais ver, nunca mais eu vou te ver
    Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
    Vida de negro é difícil, é difícil como o quê

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    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê
    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê

    Assum Preto veve sorto
    Mas num pode avuá
    Mil vez a sina de uma gaiola
    Desde que o céu, ai, pudesse oiá
    Mil vez a sina de uma gaiola
    Desde que o céu, ai, pudesse oiá

    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê
    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê

    Eu quero morrer de noite, na tocaia me matar
    Eu quero morrer de açoite se tu, negra, me deixar
    Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
    Vida de negro é difícil, é difícil como o quê

    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê
    Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê

    Assum Preto, o meu cantar
    É tão triste como o teu
    Também roubaro o meu amor, ai
    Que era a luz, ai, dos óios meus
    Também roubaro o meu amor, ai
    Que era a luz, ai, dos óios meus

    Información de la canción

    Composición: Dorival Caymmi, Humberto Teixeira y Luiz Gonzaga

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