Um Carro de Bois

Renato Motha

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    Quem me dera que a minha vida
    fosse um carro de bois
    Que vem a chiar,
    manhãzinha cedo, pela estrada,
    E que para de onde veio
    volta depois
    Quase à noitinha
    pela mesma estrada.
    Eu não tinha que ter esperanças
    - tinha só que ter rodas ...
    A minha velhice não tinha rugas
    nem cabelo branco...
    Quando eu já não servia,
    tiravam-me as rodas
    E eu ficava virado e partido
    no fundo de um barranco.

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    Información de la canción

    Composición: Alberto Caieiro

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