Valsa Para Verso e Ventre

Riccelly Guimarães

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    Sempre no aceno envolvente
    De algum repente sem rima
    Que brilhe como uma aurora,
    Eu vejo uma fuga de esquina,
    Que é o contrário do fim
    De (quase) toda história.

    E imagino um lugar dos diabos!
    Onde qualquer caminhar
    É como uma volta sem ida,
    Ou como um dante a cantar
    Um paradoxo de sinas,
    Sem feridas causar.

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    Quem de mim confunde verso e ventre
    E verte canto em língua
    Devolve a dor e a memória
    De um beijo falso carmim
    Que se faz verbo enfim,
    Sem ser acorde nem prosa.

    Sendo assim o aceno é confidente
    E num repente termina
    Quando começa o agora
    De um horizonte sem rima,
    Que sem querer desatina
    O que é de dentro pra fora.

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    Composition: Riccelly Guimaraes and Le De Sousa

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