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    Vivia sozinha
    Num ranchinho velho, feito de sopapo
    Seu rádio de noite era o canto de um sapo
    Sua cama uma esteira entendida no chão

    Sua refeição
    Era um bocado de charque e farinha
    E nem pra comer a coitada não tinha
    Sequer no café um pedaço de pão

    Levei pro meu sítio
    Troquei por cetim os seus trapos de chita
    E só pra marvada se ver mais bonita
    Pus luz no seu quarto, invés de candeeiro

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    E só por dinheiro
    Sabem o que fez essa ingrata mulher?
    Fugiu com o doutor que eu mesmo chamei
    E paguei pra curar os seus bichos-de-pé

    Assim me falou
    Um pobre matuto, coitado, chorando
    Em seu desespero foi me ensinando
    Que em todo lugar mulher sempre é mulher

    Se pede uma flor
    E a gente lhe dá, ela exige uma estrela
    E se por acaso ela não obtê-la
    Se vai com o primeiro homem que lhe der

    Información de la canción

    Composición: Lupicínio Rodrigues

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